VENCENDO O PECADO


Ninguém quer viver no pecado.

Isso é uma grande verdade, mas, infelizmente, não é nossa realidade.

Primeiro, porque nascemos no pecado; segundo, porque estamos sujeitos a vários acontecimentos em nossa vida que nos levam a pecar.

Porém, no primeiro caso, sabemos que o Sacramento do Batismo apaga todos os pecados em nossa vida.

Cristo, pelo Batismo, nos chama à Santidade, dando-nos força, sabedoria e discernimento através do Espírito Santo.

Surge, então, algumas questões relacionadas ao segundo ponto: porque continuamos a pecar?

A tendência ao pecado é mais forte do que a sua superação?

O que fazer diante de nossa fraqueza?

Quais as conseqüências do pecado em nossa vida?

Para nosso consolo, até mesmo os Santos pecaram.

Não podemos esquecer de que eles eram humanos como nós!

Acredito que a diferença esteja no fato de que eles foram pessoas que procuraram viver plenamente o Evangelho, vivendo o amor e fugindo do pecado, a ponto de nem mais lembrarem que o pecado existia.

E todos eles, sem exceção, provaram que o Evangelho "funciona".

Que tudo o que está na Bíblia é real e verdadeiro.

Isto posto, podemos concluir de uma maneira simplista que, o pecado continua presente em nossa vida porque não lutamos, verdadeiramente, contra ele.

Sempre deixamos uma brecha para o pecado porque não procuramos viver em santidade.

E, percebam que eu usei o termo "procurar viver".

O simples fato de querer buscar a Deus acima de tudo, de querer viver na santidade, já é suficiente para Deus derramar suas bênçãos abundantes sobre nós.

É isso que Deus espera de nós.

Ele não quer que façamos obras extraordinárias.

Ele quer que nós vivamos e façamos as coisas simples e corriqueiras de nossa vida de maneira extraordinária.

Isso também é buscar a santidade.

Por outro lado, devemos estar atentos às armadilhas do demônio.

Ele fica esperando uma brecha para entrar em nossa vida e pôr tudo a perder.

Uma fofoca aqui, uma mentirinha ali, uma briga, um palavrão, e pronto!

Não deixemos que os contra-tempos da vida nos levem a pecar.

Nos momentos difíceis e complicados busquemos a Deus na oração.

Maria, que esmaga a cabeça da serpente, é nossa grande companheira nessa luta.

Quando rezamos o Terço ou o Santo Rosário o mal não tem forças para se aproximar de nós porque Ela nos cobre com seu Manto.

Nossa Senhora coloca uma redoma à nossa volta para nos proteger do mal.

Na segunda aparição de Nossa Senhora à Santa Catarina Labouré, ela está esmagando a cabeça da serpente.

E, rezamos na Novena da Medalha Milagrosa:

"nesta aparição se vê seu desejo imenso de nos proteger sempre contra o inimigo de nossa salvação".

Precisamos fazer a nossa parte.

Que os boatos, fofocas ou verdades que ouvirmos, morram conosco.

Não passemos para frente nenhuma notícia ruim relacionada à outra pessoa mesmo que seja verdade.

Em qualquer situação nós só conhecemos os fatos parcialmente, por mais envolvidos que estejamos.

Não temos a capacidade de ver o todo.

E, como diz o dito popular:

"quem conta um conto aumenta um ponto".

Não corramos esse risco!

Jesus nos diz no Evangelho:

"não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados" (Lucas 6,37), e também, "quem não tiver pecado, atire a primeira pedra" (João 8,7).

A única maneira eficiente de derrotar o mal que bate à nossa porta diariamente é com a oração (Missa, Terço, Rosário, Novenas...), o jejum, a confissão e a comunhão.

Este é o grande exemplo que os Santos nos deixaram.

Porque não usamos essas armas poderosíssimas?

Foi Deus mesmo que nos armou com tão poderoso arsenal!

Quanto mais pecamos, mais o pecado se encarna em nós.

Isso tem a ver com nossa fraqueza humana.

Felizmente, porém, o contrário também é verdadeiro: quanto mais fugimos do pecado e das situações de pecado, mais a santidade toma conta de nosso ser.

Sozinhos não somos capazes de derrotar o mal.

Costumo dizer que "sozinhos não podemos nem conosco mesmos!"

Porém, existe um outro ditado que meu pai sempre repetia para mim:

"eu e Deus, maioria absoluta".

Em relação às conseqüências do pecado em nossa vida, Deus é tão misericordioso que Ele não permite que nós tenhamos tal conhecimento.

Mas podemos imaginar que as conseqüências do pecado são terríveis, iguais ou piores do que o próprio pecado.

Para se ter uma idéia melhor pense nessa estória: uma pessoa foi se confessar e perguntou ao sacerdote se era possível reparar o mal feito a um amigo. O padre disse a ele:

"pegue um saco de arroz e encha com penas de galinha. Suba no alto da torre da Igreja e jogue as penas ao vento. Depois tente pegar uma por uma. Se você conseguir recolher todas as penas, terá reparado o mal feito contra seu amigo".

Cássio Abreu

Fonte:www.asj.org.br