O QUE DEUS UNIU...


O mundo de hoje só pensa naquilo!!!

É claro que estamos falando aqui de dinheiro.

As cidades, o mundo e a vida giram em torno do dinheiro.

Teorias e modelos são criados de tempos em tempos para o desenvolvimento da economia.

Tudo por causa do "bendito" dinheiro.

E uma das últimas teorias que conheci, a fidelização de clientes, me fez pensar numa relação direta com a família.

O americano Frederick Reicheld, considerado a maior autoridade mundial em fidelização de clientes, desenvolve o seguinte argumento: se uma empresa oferece bons produtos, serviços e atendimento, e desenvolvendo alguma ação social, os clientes (fregueses) podem se tornar fiéis a essa empresa.
Isso ajudaria a aumentar os lucros da empresa, criando um ciclo: a empresa começa a vender mais e investir em melhores e novos produtos. Procura os melhores executivos e funcionários do mercado; atrai os grandes investidores para aplicar mais dinheiro na empresa. Aumentam-se os pontos de venda, gerando mais empregos e , conseqüentemente, vende-se mais. Está formado o ciclo. A fidelidade do cliente, do funcionário e do investidor estão intimamente ligadas e é conseguida quando se oferece o melhor produto e o melhor serviço. Assim, todos ganham.

Mas algumas empresas não conseguem clientes fiéis e sabe porquê?


Quem gosta de ficar esperando na fila de um banco?

Quem gosta de levar o carro que acabou de comprar para trocar uma peça que veio com defeito de fábrica?

O cliente quer qualidade.

E, esse raciocínio pode e deve ser levado para dentro de casa.

Com a família não é diferente, apesar de existir uma diferença no ato da fidelização.

Quando os noivos se unem em matrimônio eles juram fidelidade entre si e entre os filhos que gerarem.

Fazem isso diante de Deus, representado pelo sacerdote e pela Igreja, diante dos pais, dos padrinhos e de todos os convidados.

A fidelidade na família é uma bênção, um mistério e um dom de Deus.

Em uma empresa não existe esse tipo de compromisso.

Mas, onde eu quero chegar com essa analogia?

É que atualmente investe-se milhões de dólares e gasta-se tempo com pesquisas para solucionar os problemas financeiros de empresas, de países, da economia mundial.


Mas, nada, ou quase nada, é feito para salvar a família que está se desfazendo.

Ao contrário, parece que houve uma inversão de valores.

Hoje, fala-se até em lares alternativos!

As famílias estão se desmanchando!

Um trabalho desenvolvido durante 25 anos pela terapeuta americana Judith S. Wallerstein com 131 filhos de pais separados revelou o óbvio: a separação faz mal, sim, a crianças e jovens (revista Veja - 10/12/2000 - pág.11).


Os filhos de casais separados sofrem mais de depressão e têm mais dificuldade de aprendizado.

40% dessas crianças não vão conseguir se casar na idade adulta por causa dos traumas sofridos com a separação dos pais.

Pesquisas recentes feitas nos Estados Unidos revelam que 25% de todas as crianças daquele país passarão parte de sua infância numa família formada a partir de um segundo casamento.


E que cerca de 40% das uniões realizadas durante os anos 90 envolvem pessoas que já haviam sido casadas antes. (Revista Veja - 10/12/2000 - pág.15).

O que está acontecendo com a "empresa" família?


Será que ela também vai pedir falência e fechar as portas?

Com certeza não é essa a vontade de Deus:

"Por isso o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher; e os dois formarão uma só carne. Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus uniu" (Mateus 19,5-6).

A fidelidade na família é uma bênção de Deus e não pode ser quebrada.

É uma união de corpo e alma entre marido e mulher, culminando numa união de sangue: os filhos.

Esta empresa tem todos os ingredientes para funcionar bem.

Os principais "investidores e acionistas" - o homem e a mulher - devem escolher bem em quem vão investir.

O valor do investimento é muito alto, é uma vida, é para sempre.

O produto que essa empresa vai gerar são os filhos.

Um produto de valor incalculável.

Os clientes são os familiares e amigos que vão fazer parte da história dessa "empresa".

Cássio Abreu


Fonte:www.asj.org.br