O MARTÍRIO DE SÃO JOÃO BATISTA
1. "Imediatamente, o rei (Herodes) mandou um guarda com ordem de trazer a cabeça de João. O guarda foi decapitá-lo na prisão" (Marcos 6,27).
João Batista foi um homem de fogo!
Forjado por Deus para ser o precursor do Messias, desempenhou com coragem e vigor a sua missão "... , proclamando no deserto da Judéia: 'Convertei-vos: o Reino dos Céus aproximou-se!" (Mateus 3,1-2).
Tinha palavras duras e contundentes para suscitar um verdadeiro arrependimento em vista do acolhimento do Salvador que estava para chegar.
Dizia: "Produzi, pois, frutos que testemunhem vossa conversão" (Lucas 3,8a).
2. "Mas Herodes, o tetrarca, que ele (João) censurava a respeito de Herodíades, a mulher de seu irmão, e de todos os crimes que cometera, acrescentou ainda isto a todo o resto: prendeu João no cárcere" (Lucas 3,19-20).
Herodes vivia escandalosamente com Herodíades e era um criminoso.
O profeta João colocou o dedo nestas chagas, apontando a imoralidade deste comportamento.
Foi preso e degolado na prisão.
Selou com o seu sangue uma vida dedicada a Deus em preparação à vinda daquele de quem João não se julgava digno de desatar-lhe a correia das sandálias (cf. Lc 3,16).
O prefácio das missas de São João Batista diz que ele, "derramando seu sangue, mereceu dar o perfeito testemunho de Cristo".
E assim foi.
João morreu pela verdade; Jesus é a Verdade (cf. Jo 14,6a).
João morreu por Jesus.
Se João Batista vivesse nos nossos dias, talvez morreria não de decapitação, mas do coração, ao ver tanta iniqüidade e tantos adultérios que são cometidos.
3. A consideração e a celebração do martírio de São João Batista (29 de agosto), cujo nascimento celebramos em 24 de junho, pode e deve levar-nos a uma profunda reflexão acerca da autenticidade da nossa vida cristã.
Isto, sobretudo nos nossos dias, nos quais, assistimos a um deplorável processo de paganização, no qual os valores cristãos são esquecidos, deixados de lado e/ou desprezados.
Se não estivermos atentos, vigilantes, firmes no Senhor (cf. At 11,23), corremos o risco de sermos engolidos por este processo.
E, de repente, estamos achando normal, natural e, até bom o adultério, as convivências conjugais sem o verdadeiro matrimônio, as práticas homossexuais, as relações sexuais antes do casamento, a pornografia, o divórcio, o aborto, a eutanásia, o uso dos meios artificiais para impedir a natalidade (pílulas anti-concepcionais, preservativos, laqueadura, etc.), e assim por diante.
É preciso estarmos acordados.
São Paulo escreve:
"Eis pois o que digo e atesto no Senhor: não continueis a viver como vivem os pagãos, cuja inteligência os leva ao nada" (Efésios 4, 17).
4. São João Batista nos chama à conversão!
Com a sua palavra, com o seu exemplo de vida austera, com o seu sangue ele brada às nossas consciências a que nos arrependamos dos nossos pecados e voltemos para Deus.
E, "... como ele tombou na luta pela justiça e a verdade, fazei-nos (Senhor) também lutar corajosamente para testemunhar a vossa palavra" (da Oração do dia da missa do Martírio de São João Batista).
SÃO JOÃO BATISTA, ROGAI POR NÓS!
Pe. Denis Oldack, OSJ
Fonte:www.asj.org.br
