SANTIDADE HOJE!


Deus é admirável nos seus Santos

1. "Verdadeiros são os vossos testemunhos, refulge a santidade em vossa casa, pelos séculos dos séculos, Senhor!" (Salmo 92 [93],5)

Estas palavras do salmista, dirigidas ao Deus Santo e Santificador levam-nos a pensar em "Sua Casa", que podemos considerar como a Sua Igreja, aonde refulge a Santidade pela Presença e ação de Deus nela, santificando os seus membros que tornam-se Santos.

2. Ao longo do seu fecundo Pontificado, o Papa João Paulo II tem apresentado à Igreja e ao mundo muitos modelos de Santidade com numerosas beatificações e canonizações.


Alguém poderia, talvez, julgar que se trata de um exagero.

Respondemos da seguinte forma:

a) O processo é rigoroso, isto é, o estudo da fama de Santidade, das virtudes, dos escritos, dos milagres dos candidatos aos altares é bem feito, com seriedade e competência, de modo que, quando alguém é beatificado ou canonizado, é porque realmente o "merece".

b) A Santidade na Igreja deve ser a regra, não a exceção.


Ensina o Papa:

"A Igreja é 'casa da santidade' e a caridade de Cristo, efundida pelo Espírito Santo, constitui a sua alma".

(Da Mensagem de João Paulo II para o XXXIX Dia Mundial de Oração pelas Vocações em 21/04/02 - Disponível em www.vatican.va).

E ainda:


"A história da Igreja é uma história de santidade. O Novo Testamento sublinha esta característica dos batizados: são 'santos' na medida em que, separados do mundo enquanto submetido ao Maligno, consagram-se a prestar o culto ao único e verdadeiro Deus. De fato, essa santidade manifesta-se nas vidas de tantos santos e beatos reconhecidos pela Igreja, mas também na vida de uma multidão imensa de mulheres e homens desconhecidos, cujo número é impossível de calcular (cf. Ap 7,9). Sua vida atesta a verdade do Evangelho, oferecendo ao mundo o sinal visível de que a perfeição é possível"

(Da Bula Pontifícia "Incarnationis Mysterium", de João Paulo II, de 29/11/1998 - pg.14, Ed. Loyola, São Paulo, 1998).


Todos são chamados à Santidade!

3) Cada santo é original.


Como ao criar cada homem, Deus não se repete, assim, ao santificar cada homem.

Cada santo é original e traz uma mensagem que vai além da sua época e local, para iluminar a todos.

Exemplo:

São Francisco de Assis é único.

Depois dele surgiram muitos santos franciscanos, porém, cada um é um, cada um fez a sua caminhada com Deus e tem algo a nos dizer.

Ao beatificar e canonizar pessoas, a Igreja coloca em evidência a extraordinária fecundidade do Espírito Santo que sempre "produz" novos santos que adornam como estrelas cintilantes o céu da Santa Igreja.

4) A Igreja e o mundo precisam de Santos que são o "Evangelho vivido".


Dizem que as "palavras comovem e os exemplos arrastam".

Os Santos são testemunhas de Deus e apontam para Ele recordando-nos que fomos feitos pelo Senhor e para o Senhor.

Eles nos encorajam a viver o Evangelho.

"Os Santos são-nos oferecidos também por este motivo, para nos ajudar a amar o Senhor em maior medida..."

(Da Homilia do Cardeal José Saraiva Martins na Concelebração Eucarística na memória litúrgica do Beato Pio IX em 07/02/02 - Disponível em www.vatican.va)


Podemos contar, também, com a sua intercessão junto a Deus em nosso favor.

5) Os Santos são obras-primas de Deus.


Foi Deus quem os santificou, pois Ele é a Fonte de toda a Santidade.

Nos Santos e Santas de todos os tempos admiramos o Amor, o Poder, a Grandeza e a Santidade de Deus presentes em suas criaturas.

Ao venerarmos (não adorarmos!) os Santos, glorificamos o próprio Deus, autor da Santidade deles.

6) Os Santos são sinais do triunfo de Cristo, troféus do Ressuscitado, vencedores com o Vencedor.

MIRABILIS DEUS IN SANCTIS SUIS!


(Deus é admirável nos seus Santos!)

Pe. Denis Oldack, OSJ


Fonte:www.asj.org.br