PECADO GERA PECADO


Quando estamos em estado de pecado ficamos mais propensos a pecar.

Pecado gera pecado.

É como uma bola de neve, morro abaixo.

Ela vai crescendo e destruindo tudo à sua frente.

O pecado nos afasta de Deus e isso não é bom para a nossa vida e muito menos para a nossa alma.

E, quanto mais distantes de Deus, maior as facilidades para pecar.

Pela repetição dos pecados, principalmente daqueles a que estamos acostumados a praticar ou que não conseguimos vencê-los, acabamos por gerar um certo vício que resulta em desejos, vontades e atos perversos, contrários à nossa santificação proposta por Deus.


Nossos pensamentos e nossa consciência ficam obscurecidos e corrompidos, o que atrapalha uma avaliação correta entre o bem e o mal.

Perdemos a capacidade de discernir entre o certo e o errado.

Assim, o pecado se multiplica em nossa vida de maneira destruidora.

Os pecados são classificados em venial e mortal, mas, também, podem ser classificados segundo as virtudes que contrariam ou, então, derivar dos sete Pecados Capitais ou Vícios Capitais: orgulho, avareza, inveja, preguiça (ou acídia), ira, impureza e gula.


Pecado Capital é o pecado primeiro, o que dá origem, a base que gera outros pecados menores, mas não menos perigosos para a nossa alma.

Orgulho, nesse caso, é o elevado conceito que alguém faz de si mesmo.


É um amor-próprio exagerado que nos torna auto-suficientes.

Passamos a não precisar e a não depender de ninguém, nem mesmo de Deus, como se isso fosse verdade.

Avareza é o apego exagerado e sórdido ao dinheiro.


A pessoa torna-se mesquinha, escrava do dinheiro.

Muitas vezes passa necessidades tendo condições de supri-las.

Inveja é um desgosto ou pesar pelo bem dos outros.


Desejo violento de possuir o que é de outra pessoa.

A cobiça toma conta do coração do invejoso que fará de tudo para conseguir realizar seus desejos maldosamente.

A preguiça ou acídia é a aversão ao trabalho seja ele qual for.

A pessoa torna-se morosa, negligente, indolente e omissa.

A ira é um impulso violento contra o que nos ofende ou que pensamos que nos ofende, o que faz crescer a cólera e o desejo de vingança no coração da pessoa irada.

Impureza é tudo o que macula e suja nossa alma e todo o nosso ser.


Nossa mente torna-se maliciosa e podemos nos tornar promíscuos.

Por fim, a gula é o excesso no comer e no beber.


As conseqüências desse pecado não são difíceis de se imaginar.

Todos esses pecados nos levam a pecados menores, colocando-nos num circulo vicioso de erros e mentiras, más condutas, palavras, gestos, atos e omissões.


Nos tornamos pessoas orgulhosas o que, na minha opinião, é o pior dos pecados, se é que existe um pecado pior do que outro! Pecado é pecado.

Precisamos lutar contra todo tipo de pecado.


E o Papa João Paulo II, com muita sabedoria, nos dá uma receita infalível:

"a santidade deve ser a regra em nossa vida. O pecado, a exceção".

O pecado mancha a nossa alma.


Porém, pela misericórdia de Deus, o pecado não consegue destruir o senso moral que possuímos pela graça do Sacramento do Batismo (Catecismo 1865).

Por isso nos arrependemos e, pela graça do Sacramento da Confissão, adquirimos novamente a força para lutar contra as tentações e o pecado.

Pelo perdão dos pecados recuperamos as Virtudes contrárias aos pecados: humildade, liberalidade, castidade, paciência, abstinência, caridade e diligência.

Só precisamos colocá-las em prática.

Humildade: Virtude que nos dá o sentimento da nossa fraqueza e limitação.
Ausência de vaidade. Respeito e reverência ao próximo. Submissão como disposição para aceitar um estado de dependência e obediência.

Liberalidade: Ato pelo qual se confere, gratuitamente a outros, vantagens, bens e direitos.
Donativo feito por indivíduo liberal, generoso.

Castidade: Abstinência dos prazeres sexuais para os solteiros e fidelidade conjugal para os casados, que devem se abster de relações sexuais ilegítimas ou imorais.

Paciência: Virtude que consiste em saber esperar, suportar as dores, incômodos, infortúnios, etc., sem queixas e com resignação.
Perseverança tranqüila.

Abstinência: Jejum ou privação de algo que dê prazer, por penitência.
Continência, moderação.

Caridade: no vocabulário cristão, o amor que move a vontade na busca efetiva do bem do outro.
Procura identificar-se com o amor de Deus; ágape, amor-caridade, benevolência, complacência, compaixão, benefício, esmola.

Diligência: Cuidado ativo; zelo, aplicação, presteza.

Cássio Abreu


Fonte:www.asj.org.br